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EDIÇÃO MARÇO 2014

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Segurança do Trabalho é qualidade de vida!

Muita gente associa segurança do trabalho aos riscos de acidentes. Até faz sentido. Afinal, evitar que eles ocorram é a principal preocupação de quem é responsável por isso nas empresas. Mas não é nem de longe o único foco. A abordagem da segurança do trabalho deve ir muito além. É mais ampla e envolve a saúde das pessoas e também o seu bem-estar. Seja no desempenho de suas atividades profissionais, na convivência com os colegas de trabalho ou mesmo nos momentos de lazer e descanso que devem fazer parte da sua carga horária, o trabalhador tem assegurado o direito de condições dignas e saudáveis e deve exigir isso de seus contratantes. Para garantir isso é que existem normas. O que leva a outro equívoco comum, o de associar estas regras impostas à punição dos infratores, quando a essência delas é a orientação do trabalhador e das empresas sobre as formas de se prevenir acidentes e proporcionar condições adequadas e satisfatórias de trabalho.

É altíssimo o risco de acidentes na construção civil e por isso o Ministério do Trabalho tem uma norma específica para esta área, a NR18, uma espécie de bíblia para o setor. Ela é bem vasta e abrange todas as fases de uma obra e ambientes, incluindo as áreas de vivências, como alojamentos, refeitórios, ambientes de lazer e ambulatórios, entre outras. Esta é a principal ferramenta que nos ajuda em nossa política de trabalho, mas não a única. Há normas específicas que complementam nosso direcionamento, como as que versam sobre os trabalhos em altura, com eletricidade, em espaços confinados, programas de medicina do trabalho, CIPA e equipamentos de proteção individual (EPI). Aliás, falando nos EPIs me vem outra coisa que acho relevante ressaltar. Estes equipamentos são as “estrelas” nos discursos da segurança do trabalho. Certamente são fundamentais, mas não eliminam os riscos, eles são responsáveis por diminuir as lesões ou consequências. Podemos simplificar isso dizendo que “diminuem o estrago”.

Assim surge algo que considero ainda mais importante: os Equipamentos de Proteção Coletiva, esses sim voltados a impedir as ocorrências, funcionando na prevenção. Exemplos? O uso de capacete (EPI) é indiscutível, mas antes disso é fundamental eliminar os riscos de que algo caia sobre as cabeças dos trabalhadores, como o emprego de uma bandeja ou telas de proteção (EPC). Ou ainda a construção de grades e ou outro tipo de barreira que evite uma queda (EPC), além do uso de cintos (EPI). Outro conceito que é mal interpretado é o de acidente. Ao contrário da associação que se faz no dia a dia, o acidente não é uma fatalidade, ele é totalmente previsível e mais importante que isso, é evitável. Um acidente não ocorre por vontade do destino, ele é provocado de alguma maneira. Envolve uma causa, de forma que basta identificá-la previamente para combatê-la.

A filosofia da HOSS

Aqui na construtora seguimos a política de que respeitar as normas traz como resultado a segurança de nossos colaboradores, seja na prevenção de acidentes ou na oferta de boas condições de saúde, conforto e bem-estar. Respeitamos as regras impostas pela lei, mas também adotamos práticas e procedimentos próprios, desenvolvidos ao longo destes 40 anos de experiência e também na tradição secular de nossa empresa mãe, a Construtora Shimizu.

Realizamos cotidianamente o Diálogo Diário de Segurança nas obras, um importante bate-papo com as diretrizes do dia e pequenos lembretes e dicas de boas práticas. Essa ação acontece similarmente no escritório, mas de forma mais abrangente e indo além do tema da segurança e bem-estar. É o que chamamos de Tyorei (reunião matinal). Semanalmente acontecem também nas obras as Patrulhas de Segurança, que são inspeções internas para a averiguação de possíveis não conformidades. São realizadas pelos engenheiros e técnicos, que geram relatórios, inclusive fotográficos.

E finalmente uma ação mensal que não podemos deixar de citar, de extrema importância: o Anzen Tai Kai, uma cerimônia de segurança que segue uma tradição oriental. O evento é uma grande reunião da equipe de obra para a discussão de temas que ressaltam aspectos importantes da fase em que os trabalhos estão acontecendo. Na ocasião também são dados prêmios, valorizando destaques ou casos de bom comportamento.